quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

A prece do inerte


No mar me perdi

Iludido pela selvageria,

Fantasiando mentiras

Entre algas e peixes,

Fazendo-me de volta

Ao mesmo que fui.



Deixando-me fora

Deixando-me inerte

Deixando-me triste,

Revestido por culpa.



O silêncio corta minhas palavras

Estou te escutando!

O silêncio me cala

Enquanto estou te implorando.



Envolve-me!

Estou dormindo,

Inerte.

Na cela que é minha mente

Apodreço,

Inerte.

Firmado em mim mesmo,

Caí, anestesiado.

Autor: Danilo Noberto

terça-feira, 22 de janeiro de 2013

Entre hipocrisia e solidão



Sons escabrosos cercam-me

E no centro de meu peito,

A moradia da insensatez momentânea

Veste-me mais uma vez

Quieta.



A primeira pessoa

De mim mesmo,

Tenta transpassar o humano

Que mora em nossa arrogância.



Com mãos de hipocrisia,

Contaminadas por palavras,

Tão grande cinismo,

Que na minha mente

Embaraça-se com seus peões altamente rotativos.



Confusão,

Redemoinho,

Noite,

E o saber de poucas coisas

Atingiram-me com a soberba de um mendigo.

Desarmando-me,

Sozinho?

Autor: Danilo Noberto

quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

Medo do futuro...


O que afirmar? Tudo gera dúvida. Tudo gera pensamento. Tudo é pensamento. No fundo sinto que há algo maior. Algo que eu realmente possa conseguir fazer. Na tristeza incrivelmente torpe que guardo, sinto que o molho de desilusão está limpo. A ferida sarou. A ferida que eu nem deveria ter. Na carne cravada por sal de cozinha a dor não me afetará, mas sem passos firmes eu andarei devagar. É precaução... A tristeza já se foi faz algum tempo, porém o medo de novos desafios me abalam. Por todos os lados.
O futuro é incerto demais, e o medo é um sintoma humano, que nos mostra o quão frágeis somos, o quanto pequeninos somos. Mesmo assim, a certeza desta sensação, da tua presença... Isso me transmite paz.