segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

O tigre e o rico




Mas o tigre quer morrer
Porém o rico vai viver
Mas o tigre não vai se matar
Porém o rico não vai ganhar
Se os dois se forem, puserem-se ao luar
E de fundo, do lado esquerdo
Se reestruturar, viver, se entregar
No fundo, viverão sem resmungar...

O vazio vai sair,
O tigre, não enriquecerá,
O rico, talvez empobreça,
Mas a vida ele dará...
Sem medo. Sem desânimo.

No seio dessa ânsia
Não existirão.
Viverão.

Autor: Danilo Noberto

sábado, 29 de dezembro de 2012

Lembranças do bosque




Tentando, entender memórias
Surgindo, pelos cubos
De uma mente, contraditória
Por um ouvido, absurdo

Pelos ares mais belos,
Dessas cavernas, cheias de eco
Onde os líricos laços de alegria
Põem-se a dançar
Onde as vorazes aves de rapina
Veem-se livres, pra voar

Divagando, no desespero
Desses lisonjeiros ornamentos
Recebidos, com afeto
Por tímidos livramentos,
Do dia a dia
Dos rumos dessa, ainda robusta vida
Talvez entendam, ali ou aqui
Que não é rebeldia!
É relembrar, parcialmente
O que já queria ter esquecido,
Totalmente...

Autor: Danilo Noberto

quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

O surreal #4




Depois de algum tempo ali, seus instintos quase conseguem falar mais alto que a razão. A fome e a sede começam a incomodar seu raciocínio que já não está lá essas coisas por tudo que já ocorreu. Depois de muito tempo sentado sobre a borda daquela piscina refletindo e tentando planejar o que fazer em seguida, Dylam se levanta e tenta analisar o local mais profundamente. Tocando nas paredes aveludadas, o enigma de onde ele está ainda parece insolucionável.

Enquanto caminha em direção ao buraco no teto por onde ele veio, para observar melhor da beira da piscina, Dylam tem uma sensação rispidamente aguda de estar sendo observado. Quando vira o corpo e olha para trás, lá está. Um sujeito encapuzado usando uma túnica cinza, cuja sombra do capuz consegue cobrir o rosto, não revelando quem ele é.

O medo que percorre o corpo de Dylam lhe lança calafrios. Porém, antes que pudesse fazer qualquer coisa, o sujeito fala:

- Não tema, eu não estou aqui para fazer-te o mal.

- Onde estou? – Dylam fala com o coração acelerado. Mas antes que pudesse falar mais alguma coisa, o sujeito responde:

- No além de sí mesmo.

- O quê? Como assim? – Enquanto fala, Dylam recua para mais perto da piscina.

- Esse é outro universo. Um universo particular de cada um, onde você pode na sua solidão refletir e na angústia evoluir. São chamados para o além de si mesmo pessoas de forma aleatória e contínua em todo mundo.

- E por que estou aqui?

- Para nada. Simplesmente fique, explore, conheça.

- Conhecer o quê? Não há nada aqui!

- Não há, por quê você não quer que haja. – enquanto falava o sujeito encapuzado andou na direção de Dylam, e quando chegou perto lhe tocou o ombro com a ponta do dedo indicador.

 O que Dylam viu a seguir foi incrível... A água da piscina ficou rosa.

Continua...

terça-feira, 18 de dezembro de 2012

Túmulto nos pensamentos

Primeiro gostaria de me desculpar por mais de uma semana sem postar. Tive alguns imprevistos mas, no fim, ocorreu tudo bem.

Meus pensamentos normalmente saltam da minha mente muito rápido. Isso em algunas situações dá certo, em outras nem tanto... Muito disso se deve ao túmulto de ideias que tenho enquanto faço algo. Pode ser a coisa mais simples, até a mais sofisticada, esse túmulto me acompanha em tudo o que faço.
É incrivel o quanto isso é uma faca de dois gumes. Ser impulsivo é muitas vezes descobrir o que se é pra fazer, porém normalmente não saber como se faz. É ter um túlmuto de pensamentos tão grande que, quando você consegue finalmente ouvir o som do silênncio te deixando refletir, ser interrompido pela sua boca já dizendo o que você nem chegara à pensar direito.