Depois de algum tempo
ali, seus instintos quase conseguem falar mais alto que a razão. A fome e a sede
começam a incomodar seu raciocínio que já não está lá essas coisas por tudo que
já ocorreu. Depois de muito tempo sentado sobre a borda daquela piscina
refletindo e tentando planejar o que fazer em seguida, Dylam se levanta e tenta
analisar o local mais profundamente. Tocando nas paredes aveludadas, o enigma
de onde ele está ainda parece insolucionável.
Enquanto caminha em
direção ao buraco no teto por onde ele veio, para observar melhor da beira da
piscina, Dylam tem uma sensação rispidamente aguda de estar sendo observado. Quando
vira o corpo e olha para trás, lá está. Um sujeito encapuzado usando uma túnica
cinza, cuja sombra do capuz consegue cobrir o rosto, não revelando quem ele é.
O medo que percorre o
corpo de Dylam lhe lança calafrios. Porém, antes que pudesse fazer qualquer
coisa, o sujeito fala:
- Não tema, eu não
estou aqui para fazer-te o mal.
- Onde estou? – Dylam
fala com o coração acelerado. Mas antes que pudesse falar mais alguma coisa, o
sujeito responde:
- No além de sí
mesmo.
- O quê? Como assim? –
Enquanto fala, Dylam recua para mais perto da piscina.
- Esse é outro
universo. Um universo particular de cada um, onde você pode na sua solidão
refletir e na angústia evoluir. São chamados para o além de si mesmo pessoas de
forma aleatória e contínua em todo mundo.
- E por que estou
aqui?
- Para nada. Simplesmente
fique, explore, conheça.
- Conhecer o quê? Não
há nada aqui!
- Não há, por quê
você não quer que haja. – enquanto falava o sujeito encapuzado andou na direção
de Dylam, e quando chegou perto lhe tocou o ombro com a ponta do dedo
indicador.
O que Dylam viu a seguir foi incrível... A
água da piscina ficou rosa.
Continua...