quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

A prece do inerte


No mar me perdi

Iludido pela selvageria,

Fantasiando mentiras

Entre algas e peixes,

Fazendo-me de volta

Ao mesmo que fui.



Deixando-me fora

Deixando-me inerte

Deixando-me triste,

Revestido por culpa.



O silêncio corta minhas palavras

Estou te escutando!

O silêncio me cala

Enquanto estou te implorando.



Envolve-me!

Estou dormindo,

Inerte.

Na cela que é minha mente

Apodreço,

Inerte.

Firmado em mim mesmo,

Caí, anestesiado.

Autor: Danilo Noberto

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