quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

O surreal #4




Depois de algum tempo ali, seus instintos quase conseguem falar mais alto que a razão. A fome e a sede começam a incomodar seu raciocínio que já não está lá essas coisas por tudo que já ocorreu. Depois de muito tempo sentado sobre a borda daquela piscina refletindo e tentando planejar o que fazer em seguida, Dylam se levanta e tenta analisar o local mais profundamente. Tocando nas paredes aveludadas, o enigma de onde ele está ainda parece insolucionável.

Enquanto caminha em direção ao buraco no teto por onde ele veio, para observar melhor da beira da piscina, Dylam tem uma sensação rispidamente aguda de estar sendo observado. Quando vira o corpo e olha para trás, lá está. Um sujeito encapuzado usando uma túnica cinza, cuja sombra do capuz consegue cobrir o rosto, não revelando quem ele é.

O medo que percorre o corpo de Dylam lhe lança calafrios. Porém, antes que pudesse fazer qualquer coisa, o sujeito fala:

- Não tema, eu não estou aqui para fazer-te o mal.

- Onde estou? – Dylam fala com o coração acelerado. Mas antes que pudesse falar mais alguma coisa, o sujeito responde:

- No além de sí mesmo.

- O quê? Como assim? – Enquanto fala, Dylam recua para mais perto da piscina.

- Esse é outro universo. Um universo particular de cada um, onde você pode na sua solidão refletir e na angústia evoluir. São chamados para o além de si mesmo pessoas de forma aleatória e contínua em todo mundo.

- E por que estou aqui?

- Para nada. Simplesmente fique, explore, conheça.

- Conhecer o quê? Não há nada aqui!

- Não há, por quê você não quer que haja. – enquanto falava o sujeito encapuzado andou na direção de Dylam, e quando chegou perto lhe tocou o ombro com a ponta do dedo indicador.

 O que Dylam viu a seguir foi incrível... A água da piscina ficou rosa.

Continua...

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