Um corredor escuro e
abafado se encontra em sua frente, do outro lado, apenas uma porta branca
idêntica a que ele acabou de abrir. Uma iluminação precária possibilita que possa-se
perceber que o corredor tem um tamanho razoavelmente longo. Dylam percebe que nele,
não só as paredes são revestidas por veludo, mas o chão também. Isso o traz uma
sensação de inquietação terrível e, com firmeza dá o primeiro passo em direção a
porta branca do outro lado. Enquanto caminha, é invadido por uma
sensação de paz, apesar de abafado, aquele corredor não transmite uma sensação
de aprisionamento. Por alguns momentos, Dylam se sente livre. Agora correndo,
ele vai se aproximando da misteriosa porta branca. Motivado por uma curiosidade
que o deixa inquieto, Dylam chega a porta, com movimentos rápidos a abre, e só consegue
vislumbrar a escuridão. A fraca iluminação das lâmpadas do corredor não chega
ao local. Sem medo, dá um passo para dentro do local absurdamente escuro, e não
acha nada abaixo de seus pés quando pensara achar o chão. Sem apoio, Dylam
acaba caindo num abismo. Numa queda livre pavorosa, ele se delicia da sensação
de estar prestes a morrer. Enquanto cai para escuridão mórbida abaixo de si,
sua mente não entende mais nada do que está, ou poderia estar acontecendo ali.
Na verdade, parece que nunca entendeu... “Onde estou?” e “Por que estou aqui?”
são as perguntas que o corroem. Nos segundos que mais parecem eternidade Dylam
relembra toda angústia que passou com a morte de sua mãe. Em como todos seus
amigos e familiares vão sentir algo parecido quando ele se for. De repente,
Dylam começa a avistar um foco de luz, “talvez seja o fim do abismo”, pensa. Quanto
mais se aproxima da claridade, mais ele consegue ver algo refletindo a luz. Parece...
Parece água!
Dylam sente o impacto
de seu corpo contra a água de forma brusca. Acaba afundando por conta da altura
da queda, sorte que o local tem uma boa profundidade, assim consegue retornar a
superfície, percebendo que está numa piscina gigante. Ele começa a nadar em
direção a borda de cerâmica bege, que circula a piscina. Quando sai, ofegante e
com o coração a mil, percebe que está numa gigantesca sala, onde a piscina se
encontra no centro, e acima dela o buraco de onde ele caiu. A sala é
praticamente idêntica a primeira com exceção de seu tamanho extremamente
superior (talvez dez vezes maior), e da gigantesca e profunda piscina ao
centro.
Sentado sobre a borda
da piscina ele percebe outra diferença entre esse local e a antiga sala onde
ele estava. Aqui é frio. Ao contrário do local anterior esse tem um clima
agradável e acolhedor. Não há vento algum, mas o local é frio. Não um frio
insuportável, mas sim um frio ameno e acolhedor, que esbarra em seu corpo e lhe
acalma. Agora mais do que nunca, nada faz sentido para Dylam.
Continua...
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